quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Quem eu sou?




O mundo deveria ser feito de mendigos e crianças

Minha filha de seis anos

Será a governante de meu país

E eu me renderei à inutilidade de ser homem grande

Não peço, nem dou esmolas



Pois, infância eu deixei pra trás


Pra ser o que não sou hoje.




Eu gostaria de estar;


Estar é um instante invisível.

Não é possível nem sentir,

(Porque sentir é lembrar do que aconteceu

a menos de um segundo atrás,

já passado.)

De estar gostaria,

Se ao menos me mentisses

Que Deus também é Ele próprio.

Mas inerente ao ser - o ser

só aquilo que está constantemente.



E como nada é constante,

não sou um qualquer nada,

mas não sou nada.



O tudo nada mais é que um conjunto de vazios,

que sozinhos, não dá um só átomo,

mas não qualquer átomo.

Até o qualquer vira indispensável quando o universo o aceita.

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