Amar também é bom:
porque o amor é difícil.
O amor de duas criaturas humanas
talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta,
a maior e última prova,
a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação.
Por isso, pessoas jovens que ainda são estreantes em tudo,
não sabem amar: tem que aprendê-lo.
Com todo o seu ser,
com todas as suas forças concentradas em seu coração solitário,
medroso e palpitante,
devem aprender a amar.
Mas a aprendizagem é sempre uma longa clausura.
Assim, para quem ama,
o amor,
por muito tempo e pela vida afora,
é solidão,
isolamento cada vez mais intenso e profundo.
O amor, antes de tudo,
não é o que se chama entregar-se,
confundir-se, unir-se a outra pessoa.
Que sentido teria, com efeito,
a união com algo não esclarecido,
inacabado, dependente?
O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer,
tornar-se algo em si mesmo,
tornar-se um mundo para si,
por causa de um outro ser;
é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz,
uma escolha e um chamado para longe.
Do amor que lhes é dado,
os jovens deveriam servir-se unicamente como de um convite para trabalhar em si mesmos.
A fusão com outro, a entrega de si,
toda a espécie de comunhão não são para eles;
são algo de acabado para o qual,
talvez, mal chegue atualmente a vida humana.
Creio que aquele amor persiste tão forte e poderoso
em sua memória justamente por ter sido sua primeira solidão
profunda e o primeiro trabalho interior com que moldou a sua vida.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
A criança que fui chora na estrada
I
A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.
Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,
Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.
II
Dia a dia mudamos para quem
Amanhã não veremos. Hora a hora
Nosso diverso e sucessivo alguém
Desce uma vasta escadaria agora.
E uma multidão que desce, sem
Que um saiba de outros. Vejo-os meus e fora.
Ah, que horrorosa semelhança têm!
São um múltiplo mesmo que se ignora.
Olho-os. Nenhum sou eu, a todos sendo.
E a multidão engrossa, alheia a ver-me, Sem que eu perceba de onde vai crescendo.
Sinto-os a todos dentro em mim mover-me,
E, inúmero, prolixo, vou descendo
Até passar por todos e perder-me.
III
Meu Deus! Meu Deus! Quem sou, que desconheço
O que sinto que sou? Quem quero ser
Mora, distante, onde meu ser esqueço,
Parte, remoto, para me não ter.
A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.
Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,
Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.
II
Dia a dia mudamos para quem
Amanhã não veremos. Hora a hora
Nosso diverso e sucessivo alguém
Desce uma vasta escadaria agora.
E uma multidão que desce, sem
Que um saiba de outros. Vejo-os meus e fora.
Ah, que horrorosa semelhança têm!
São um múltiplo mesmo que se ignora.
Olho-os. Nenhum sou eu, a todos sendo.
E a multidão engrossa, alheia a ver-me, Sem que eu perceba de onde vai crescendo.
Sinto-os a todos dentro em mim mover-me,
E, inúmero, prolixo, vou descendo
Até passar por todos e perder-me.
III
Meu Deus! Meu Deus! Quem sou, que desconheço
O que sinto que sou? Quem quero ser
Mora, distante, onde meu ser esqueço,
Parte, remoto, para me não ter.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O amor

O amor... ah.. o amor
Será que ele existe?
oque é o amor?
Amar... como será amar...
Amar de verdade... de coração...
Pois é... o amor esta presente
com uma força que vem para modificar vidas,
Proporcionar grandes alegrias,
E principalmente...
Ensinar, ensinar a viver!
O amor é grande, infinito, mas não unico...
É possivel sim se amar muitos seres ao mesmo tempo...
Amor não significa paixão,
O amor significa ser humano....
Quem não ama, não vive,
Apenas existe, para ser mais um ser
inutil sobre a terra.
Para amar o próximo, primeiro deve-se amar a si próprio...
Ir em busca de sua perfeição.
A maioria dos seres humanos banaliza o amor.
O torna uma coisa simples,
mas na verdade, é o sentimento mais complexo,
E mais bonito a se sentir.
Não se vive de amor,
Mas tambem, não se vive sem amor...
O homem é feito para existir,
Mas para existir realmente, precisa saber amar...
Estamos vivenciando uma época,
onde tudo gira em volta do dinheiro..
Quem tem mais, pode mais..
Quem tem menos, é o lixo da sociedade,
A vergonha da humanidade.
Mas o dinheiro não compra lugar no céu,
E muito menos, compra o amor eterno,
O dinheiro é um instrumento humano...
Que é considerado por muitos mais importante que o viver...
Pessoa... abra seus olhos para o mundo,
veja quanta beleza a sua volta,
olhe quantas pessoas precisam de ti,
do teu amor...
Não fique ai parado,
aja, tire o que ha de bom ai de dentro de você...
Vamos, mude seu destino...
sua vida hipócrita,
Entenda, tudo na Terra é uma farça,
A unica coisa que irá levar com você
é esse amor, que em algum lugar,
ai nesse peito, existe...
E precisa se fazer vivo,
Precisa ser resgatado,
precisa se fazer real.
Arranque tudo oque de ruim tiver no coração,
Abra as portas para a vida,
Abra as portas para você,
e seja uma pessoa melhor...
Sozinho não se muda o mundo,
Então, resgate o amor,
e aja junto com ele,
que você vai conseguir....
Viva sua vida intensamente...
Aproveite cada minuto que ainda resta,
para amar e amar de verdade...
E não se esqueça...
O amor vence tudo,
O amor salva, e da paz!
Amigos
As vezes não nos damos conta de quanto é importante ter e ser amigo.
São poucos momentos em nossas vidas que podemos dedicar aos verdadeiros amigos, mas momentos esses que valem uma eternidade, e são guardados nos corações amigos para todo o sempre.
Acabamos não adequando nossos afazeres e a nossa necessidade de dedicação aos verdadeiros amigos.
Acabamos sempre agindo com o dia-a-dia, e não nos colocamos como primeira importancia na nossa vida, e lapidamos os corações e sentimentos de nossos amigos.
Ficamos sempre a dispôr de nossos compromissos e afazeres, e não nos dedicamos a conhecer o eu que existe dentro de cada um, e tambem não conhecemos realmente quem são nossos amigos, não sabemos como realmente estão, e não dispomos de tempo para ouvi-los e ajudá-los em suas necessidades.
Ao menos neste dia, vamos tentar ser menos egoístas e dedicar apenas um minuto de nosso dia para dizer aos amigos verdadeiros o quanto estes nos são importantes e participam de nossas vidas.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
O mar [Autor(a): Cledi Martins]

Tão forte, e tão imponente,
Ao mesmo tempo doce e inocente,
Tua beleza, grandeza e magia,
Conquista e ameronta a gente.
Como se fôssemos amantes,
Tuas belas ondas espumantes,
Abraçam-me o corpo e a alma,
Acariciam-me e me acalmam.
Vens ao meu encontro, revoltas e maliciosas,
Tão encantadoras, lindas e majestosas
Repelem-me e me atraem ao mesmo tempo,
Enchendo-me de paz e de encantamento.
Ao ver tanta beleza ninguem se opõe,
Como um filho nos braços da mãe,
Aos teus misterios querem se entregar,
E como inocente criança, contigo brincar.
Suas aguas bailam em doce harmonia
E cantam a mais suave e bela melodia,
Em mim despertam nobres sentimentos,
Embalando sonhos em meus pensamentos.
La no horizonte, onde a vista alcança,
Em suas agitadas aguas a distancia,
Um pequeno barco a balançar,
Sua grandeza e força a desafiar.
A força de suas aguas nos espantam...
Em ondas impetuosas se levantam,
Em espuma branca vem se desmanchar,
E calmamente a praia vem beijar.
E eu qual criança diante do brinquedo,
Quero descobrir os teus segredos,
E os mistérios de tuas profundezas...
É a mais bela obra, da mãe natureza.
Poder estar aqui, é como estar no paraiso,
Para ser mais feliz somente eu preciso,
Em minha saudade poder dar um fim,
E ter meu grande amor junto de mim.
Encantada, assim eu te contemplo,
E uma certeza me vem ao pensamento,
O Criador, sua grandeza, em ti veio expressar,
Aqui posso ver Deus, senti-lo e tocar.
Sim, Deus existe e aqui se faz presente,
Maior que o mar mais onipotente,
Somente mesmo o grande Criador,
Que o fez com tanta beleza e esplendor!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Dores de meu povo [Autor(a): Cledi Martins]

As dores do nosso povo
Eu aqui quero expor,
não fala da dor do amor,
Mas, da dor, do corpo, da alma,
Dor que todo mundo sente,
Dor que sempre esta presente,
Dor que nunca se acalma.
Dor de ver o povo sofrido,
Sem trabalho, sem salario
Dor do explorado operario,
Dos sem teto, sem terra, sem pão,
Um povo sem esperança,
Pois ja perdeu a confiança,
Em quem governa esta nação
Dor de ver a classe pobre,
Gente simples, de valor,
Povo honesto, trabalhador,
Mas com pouco sense critico,
De eleição em eleição,
Pôr seu futuro nas mãos,
De promessas de políticos.
Dor de ver este país,
De um povo sem memória,
Podendo mudar sua história,
Participar, mudar, decidir,
Pelo voto livre e consciente,
Mas prefere pacientemente,
Em berço explendido dormir.
Dor de ver tantos menores,
Nas ruas passando fome,
Inocentes sem rosto e sem nome,
Sem futuro, sem escola,
Ser lixo da sociedade,
Alvo de tantas maldades,
Nas ruas peddindo esmola.
Dor de ver idoso esquecido,
Crianças ser maltratadas,
Mulheres ser explçoradas,
Vitimas de preconceito.
Dor de ver a juventude,
Perdendo o viço, a saúde,
Da liberdade, o direito.
Dor da pobre mãe que chora,
Que aflita se desespera,
Quando na fila de espera,
O filho em seus braços morre,
Dor de ver a indiferença,
Dor de ver tanta paciencia
Dor da consciência que dorme.
Dor de ver a nossa terra,
De riqueza sem igual,
Sua beleza natural,
Por egoismo e ganancia,
Aos poucos ver destruida,
Dor da Mãe Patria ferida
Pelas mãos da ignorancia.
Dor de ver esta nação,
Abençoada por Deus,
Ter que ver os filhos seus,
Ja quase sem esperança,
Lutando pra sobreviver,
Uns não tem oque comer
Outros vivem na abundância
Dor de quem não mais aguenta,
Ver a Mãe Patria ultrajada,
Por estrangeiros exploradas,
Nossas riquezas naturais,
Dor de tantos preconceitos,
Dor de ver nossos direitos,
Só no papel serem ioguais.
Tanta maldade e injustiça,
Tanto crime fica impune,
Desta dor ninguem é imune.
Dor de ver moço e bandido
O mal e o bem se confundir,
Dor de não poder distinguir
Quem pune de quem é punido.
Dor de ver este país
Que tem tudo pra dar certo,
Nas mãos de alguns espertos
Que roubam nossa nação,
Gente sem dignidade,
No país da impunidade,
Mestres da corrupção.
Dor que só se acalma
Por este país tanto amar,
Por ainda poder sonhar,
Em ver cidadãos por inteiro,
Vivendo com dignidde,
Com justiça e igualdade,
Tendo orgulho em ser brasileiros.
Eu aqui quero expor,
não fala da dor do amor,
Mas, da dor, do corpo, da alma,
Dor que todo mundo sente,
Dor que sempre esta presente,
Dor que nunca se acalma.
Dor de ver o povo sofrido,
Sem trabalho, sem salario
Dor do explorado operario,
Dos sem teto, sem terra, sem pão,
Um povo sem esperança,
Pois ja perdeu a confiança,
Em quem governa esta nação
Dor de ver a classe pobre,
Gente simples, de valor,
Povo honesto, trabalhador,
Mas com pouco sense critico,
De eleição em eleição,
Pôr seu futuro nas mãos,
De promessas de políticos.
Dor de ver este país,
De um povo sem memória,
Podendo mudar sua história,
Participar, mudar, decidir,
Pelo voto livre e consciente,
Mas prefere pacientemente,
Em berço explendido dormir.
Dor de ver tantos menores,
Nas ruas passando fome,
Inocentes sem rosto e sem nome,
Sem futuro, sem escola,
Ser lixo da sociedade,
Alvo de tantas maldades,
Nas ruas peddindo esmola.
Dor de ver idoso esquecido,
Crianças ser maltratadas,
Mulheres ser explçoradas,
Vitimas de preconceito.
Dor de ver a juventude,
Perdendo o viço, a saúde,
Da liberdade, o direito.
Dor da pobre mãe que chora,
Que aflita se desespera,
Quando na fila de espera,
O filho em seus braços morre,
Dor de ver a indiferença,
Dor de ver tanta paciencia
Dor da consciência que dorme.
Dor de ver a nossa terra,
De riqueza sem igual,
Sua beleza natural,
Por egoismo e ganancia,
Aos poucos ver destruida,
Dor da Mãe Patria ferida
Pelas mãos da ignorancia.
Dor de ver esta nação,
Abençoada por Deus,
Ter que ver os filhos seus,
Ja quase sem esperança,
Lutando pra sobreviver,
Uns não tem oque comer
Outros vivem na abundância
Dor de quem não mais aguenta,
Ver a Mãe Patria ultrajada,
Por estrangeiros exploradas,
Nossas riquezas naturais,
Dor de tantos preconceitos,
Dor de ver nossos direitos,
Só no papel serem ioguais.
Tanta maldade e injustiça,
Tanto crime fica impune,
Desta dor ninguem é imune.
Dor de ver moço e bandido
O mal e o bem se confundir,
Dor de não poder distinguir
Quem pune de quem é punido.
Dor de ver este país
Que tem tudo pra dar certo,
Nas mãos de alguns espertos
Que roubam nossa nação,
Gente sem dignidade,
No país da impunidade,
Mestres da corrupção.
Dor que só se acalma
Por este país tanto amar,
Por ainda poder sonhar,
Em ver cidadãos por inteiro,
Vivendo com dignidde,
Com justiça e igualdade,
Tendo orgulho em ser brasileiros.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Lamento Paterno [Autor: Getúlio Dutra]

No pastoreio da vida, fui pastor da ilusão
construi rancho e galpão, fiz canteiros e plantei flores
Os bretes e corredores, que eram tudo pra mim
Transformei em jardim, na ansia de mil-amores.
As sementes germinaram, veio plantas lindas e viçosas
jasmins, cravos e rosas, ficou um rancho enfeitado
Assim como um reino encantado, das estórias de ficção
Como se o Deus ro rincão, estivesse no meu costado.
Os tempos foram passando, e o jardim afloreceu
ri feliz, é fruto meu, eis as flores posso vê-las
como se as próprias estrelas, comentassem as escondidas
ver mais tarde carcomidas, no jardim ja não mais te-las.
Camperiei rincão afora, fiz meu rancho, plantei flor
fiz pedidos pra o Senhor, meu Patrão e Pai eterno
pra que no rigor do inverno, por nada o castigasse
e que jamais transformasse, meu paraiso em inferno.
Mas o tempo foi passando, foi passando despcito
e o Patrão do infinito, de mim foi se esquecendo
as flores foram crescendo e junto cresceu espinhos
e meu jardim de carinhos, foi aos poucos morrendo.
A planta que brotou viçosa, o botão que virou flor
o canteiro de amor, como o poeta denomina
as ervas de rapina, atacaram sem piedade
e mais uma vez a verdade cumpre-se a amarga sina.
E na data consagrada aos pais, fico triste nesse dia
na porta o nostalgia que é prenuncio da dor
faz de mim um pensador, onde foi que errei
será mesmo que plantei, espinhos em vez de flor.
E fatalmente no meu rancho, na hora do chimarrão
fico a olhar para o chão, antes um lindo jardim
transformado num traste assim, nem parece aquele que era
vejo o fantasma da tapera, dando risada de MIM.
construi rancho e galpão, fiz canteiros e plantei flores
Os bretes e corredores, que eram tudo pra mim
Transformei em jardim, na ansia de mil-amores.
As sementes germinaram, veio plantas lindas e viçosas
jasmins, cravos e rosas, ficou um rancho enfeitado
Assim como um reino encantado, das estórias de ficção
Como se o Deus ro rincão, estivesse no meu costado.
Os tempos foram passando, e o jardim afloreceu
ri feliz, é fruto meu, eis as flores posso vê-las
como se as próprias estrelas, comentassem as escondidas
ver mais tarde carcomidas, no jardim ja não mais te-las.
Camperiei rincão afora, fiz meu rancho, plantei flor
fiz pedidos pra o Senhor, meu Patrão e Pai eterno
pra que no rigor do inverno, por nada o castigasse
e que jamais transformasse, meu paraiso em inferno.
Mas o tempo foi passando, foi passando despcito
e o Patrão do infinito, de mim foi se esquecendo
as flores foram crescendo e junto cresceu espinhos
e meu jardim de carinhos, foi aos poucos morrendo.
A planta que brotou viçosa, o botão que virou flor
o canteiro de amor, como o poeta denomina
as ervas de rapina, atacaram sem piedade
e mais uma vez a verdade cumpre-se a amarga sina.

E na data consagrada aos pais, fico triste nesse dia
na porta o nostalgia que é prenuncio da dor
faz de mim um pensador, onde foi que errei
será mesmo que plantei, espinhos em vez de flor.
E fatalmente no meu rancho, na hora do chimarrão
fico a olhar para o chão, antes um lindo jardim
transformado num traste assim, nem parece aquele que era
vejo o fantasma da tapera, dando risada de MIM.
Adeus à sete Quedas [Autor: Carlos Drummond de Andrade]
e todas sete se esvaíram.
Cessa o estrondo das cachoeiras,
e com ele a memória dos índios, pulverizada,
já não desperta o mínimo arrepio.
Aos mortos espanhóis, aos mortos bandeirantes,
aos apagados fogos
de Ciudad Real de Guaira vão juntar-se
os sete fantasmas das águas assassinadas
por mão do homem, dono do planeta.
Aqui outrora retumbaram vozes
da natureza imaginosa, fértil
em teatrais encenações de sonhos
aos homens ofertadas sem contrato.
Uma beleza-em-si, fantástico desenho
corporizado em cachões e bulcões de aéreo contorno
mostrava-se, despia-se, doava-se
em livre coito à humana vista extasiada.
Toda a arquitetura, toda a engenharia
de remotos egípcios e assírios
em vão ousaria criar tal monumento.
E desfaz-sepor ingrata intervenção de tecnocratas.
Aqui sete visões, sete esculturas
de líquido perfil
dissolvem-se entre cálculos computadorizados
de um país que vai deixando de ser humano
para tornar-se empresa gélida, mais nada.
Faz-se do movimento uma represa,
da agitação faz-se um silêncio
empresarial, de hidrelétrico projeto.
Vamos oferecer todo o conforto
que luz e força tarifadas geram
à custa de outro bem que não tem preço
nem resgate, empobrecendo a vida
na feroz ilusão de enriquecê-la.
Sete boiadas de água, sete touros brancos,
de bilhões de touros brancos integrados,
afundam-se em lagoa, e no vazio
que forma alguma ocupará, que resta
senão da natureza a dor sem
gesto,
a calada censura
e a maldição que o tempo irá trazendo?
Vinde povos estranhos, vinde irmãos
brasileiros de todos os
semblantes,
vinde ver e guardar
não mais a obra de arte natural
hoje cartão-postal a cores, melancólico,
mas seu espectro ainda rorejante
de irisadas pérolas de espuma e raiva,
passando, circunvoando,
entre pontes pênseis destruídase o inútil pranto das coisas,
sem acordar nenhum remorso,
nenhuma culpa ardente e confessada.
(“Assumimos a responsabilidade!
Estamos construindo o Brasil grande!”)
E patati patati patatá...
Sete quedas por nós passaram,
e não soubemos, ah, não soubemos amá-las,
e todas sete foram mortas,
e todas sete somem no ar,
sete fantasmas, sete crimes
dos vivos golpeando a vida
que nunca mais renascerá.
Quem eu sou?
O mundo deveria ser feito de mendigos e crianças
Minha filha de seis anos
Será a governante de meu país
E eu me renderei à inutilidade de ser homem grande
Não peço, nem dou esmolas
Minha filha de seis anos
Será a governante de meu país
E eu me renderei à inutilidade de ser homem grande
Não peço, nem dou esmolas
Pois, infância eu deixei pra trás
Pra ser o que não sou hoje.
Eu gostaria de estar;
Estar é um instante invisível.
Não é possível nem sentir,
(Porque sentir é lembrar do que aconteceu
a menos de um segundo atrás,
já passado.)
De estar gostaria,
Se ao menos me mentisses
Que Deus também é Ele próprio.
Mas inerente ao ser - o ser
só aquilo que está constantemente.
E como nada é constante,
não sou um qualquer nada,
mas não sou nada.
O tudo nada mais é que um conjunto de vazios,
que sozinhos, não dá um só átomo,
mas não qualquer átomo.
Até o qualquer vira indispensável quando o universo o aceita.
Não é possível nem sentir,
(Porque sentir é lembrar do que aconteceu
a menos de um segundo atrás,
já passado.)
De estar gostaria,
Se ao menos me mentisses
Que Deus também é Ele próprio.
Mas inerente ao ser - o ser
só aquilo que está constantemente.
E como nada é constante,
não sou um qualquer nada,
mas não sou nada.
O tudo nada mais é que um conjunto de vazios,
que sozinhos, não dá um só átomo,
mas não qualquer átomo.
Até o qualquer vira indispensável quando o universo o aceita.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Pincéis Cansados [Autor: Rodrigo Russell]

Ao som das águas
Que esbravejam tão alegres
Procuro um canto mais sereno
Que o lar de nosso mundo
O teu verde me encanta de esperança
Que a tua força vai tocar o meu amor
Lá no mais alto profundo
Desejo desumano de humanidade!
Gritei aos nossos passos!
E nada adiantou
Hoje, foi tudo tão estranho
Os estilhaços...
Que me chamaram...
Hoje de manhã
Em súbito, olhei para ti, Cataratas...
Me perdi, me perdi no teu olhar por sobre as aguas
E senti algo nunca antes acontecido
Fugido de tal vida entristecida
À tarde me veio um arrepio...
Era um anjo que vinha de passagem
Pouco entendi, não sabia o seu nome
Ele se apresentou
Como verdade,
Realidade...
E a terra que tremia muito forte
Ficou distante
E veio um grão que me bateu
E deixou-me inconsciente
Morto ao mundo.
Era o amor revestido em minha cruz
Me levou para um outro mundo
O mundo em que tudo existe
Pois só quem tem amor
Consegue entender
Agora sou
A mais feliz de todas as mulheres
Sou uma gota d'água
Em ti, Cataratas!
Agora vejo um horizonte
Sou aquele olhar que me olhava
Ali! Ali ha um olhar de desesperança...
Vamos! O amor ainda tem quem salvar...
Venha, minha menina,
Menina de Foz,
Bem vinda ao nosso mundo!
Que esbravejam tão alegres
Procuro um canto mais sereno
Que o lar de nosso mundo
O teu verde me encanta de esperança
Que a tua força vai tocar o meu amor
Lá no mais alto profundo
Desejo desumano de humanidade!
Gritei aos nossos passos!
E nada adiantou
Hoje, foi tudo tão estranho
Os estilhaços...
Que me chamaram...
Hoje de manhã
Em súbito, olhei para ti, Cataratas...
Me perdi, me perdi no teu olhar por sobre as aguas
E senti algo nunca antes acontecido
Fugido de tal vida entristecida
À tarde me veio um arrepio...
Era um anjo que vinha de passagem
Pouco entendi, não sabia o seu nome
Ele se apresentou
Como verdade,
Realidade...
E a terra que tremia muito forte
Ficou distante
E veio um grão que me bateu
E deixou-me inconsciente
Morto ao mundo.
Era o amor revestido em minha cruz
Me levou para um outro mundo
O mundo em que tudo existe
Pois só quem tem amor
Consegue entender
Agora sou
A mais feliz de todas as mulheres
Sou uma gota d'água
Em ti, Cataratas!
Agora vejo um horizonte
Sou aquele olhar que me olhava
Ali! Ali ha um olhar de desesperança...
Vamos! O amor ainda tem quem salvar...
Venha, minha menina,
Menina de Foz,
Bem vinda ao nosso mundo!
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